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Masterplan

Saúde é apontada como setor-chave da economia de Maringá

01 de Maio de 2018 Fábio Castaldelli
Com 13 hospitais e média de 1,2 médicos para cada 1.000 habitantes, Maringá tem na área da saúde um de seus pontos fortes. De acordo com dados apresentados pela Prefeitura, a cada R$ 3 de despesas, R$ 1 é destinado para a área da saúde, sendo que 44% da população têm plano de saúde, enquanto a média nacional é de 23%.

Antônio Fiel Cruz Júnior é diretor do Grupo São Camilo de Medicina Diagnóstica e membro da Câmara Técnica de Saúde do Masterplan, planejamento socioeconômico pensado para quando Maringá completar 100 anos, em 2047.

“Esse estudo mostrou que Maringá já é um polo nessa área e que continua em franca expansão, pois possui alto valor agregado e capacidade de contribuir para o desenvolvimento de outros setores que já estão presentes na região de Maringá”, diz ele, destacando que uma saúde eficiente e de qualidade será cada vez mais importante para a sociedade, levando em consideração a tendência de envelhecimento da população nas próximas décadas e, consequentemente, o crescimento acentuado de doenças crônicas.

“Importante elemento de desenvolvimento econômico e social, atrelado à qualidade de vida e tendo relevância na atração e retenção de talentos, o desenvolvimento da saúde puxa a demanda por tecnologia, indústria de equipamentos médicos e metalmecânica, educação e planos de saúde e propicia o desenvolvimento de vários outros setores econômicos, provendo uma saúde de qualidade para a população”, avalia.

Entre os indicadores básicos de infraestrutura, a cidade apresenta, ainda, 3,8 leitos para cada 1.000 habitantes (média nacional é de 2,3).
Com base nesses dados, está em atividade a Câmara Técnica de Saúde do CODEM, que se reuniu em 2017 e priorizou as seguintes iniciativas para o desenvolvimento do setor de saúde em Maringá para os próximos anos:

- Identificar as especialidades médicas foco, com potencial para transformar Maringá em um polo de referência regional e nacional.

- Adaptar e criar de cursos de especialização e oportunidades de residência nas especialidades com mais foco em Maringá e região.

- Investir na melhoria e ampliação da infraestrutura de saúde no município com base nas demandas das especialidades mais essenciais; melhorar a resolutividade do atendimento primário, evitando encaminhamentos desnecessários para médicos especialistas; ampliar a cobertura das famílias atendidas pelo PSF e melhorar a qualidade do atendimento às famílias.

- Permitir o compartilhamento de informações médicas dos pacientes entre instituições de saúde públicas e privadas e criar programas de promoção e prevenção de saúde, conscientizando a população da importância de hábitos saudáveis.

“É assim que o empresariado local, organizado e empreendedor se junta para discutir e tomar decisões para tornar Maringá na cidade que é”, complementa ele.

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Enquanto em 2018 o movimento de passageiros cresce no Aeroporto Regional de Maringá Silvio Name Júnior em comparação com o ano passado, na Rodoviária Dr. Jamil Josepetti cai a quantidade de pessoas que embarcam e desembarcam no terminal. É que o aponta levantamento do Observatório do Turismo e Eventos, núcleo de pesquisas do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau. Em janeiro e fevereiro deste ano, o aeroporto registou 103.429 embarques e desembarques, um aumento de 6,36% em relação aos 97.238 passageiros que fizeram uso do terminal no mesmo período de 2017. Já na rodoviária, houve queda de 2,88%, passando de 236.916 embarcados e desembarcados nos dois primeiros meses do ano passado para 230.074 em 2018 – redução de 6.842 passageiros. Ainda de acordo com o levantamento feito pelo Observatório do Turismo e Eventos, o número de chegadas e saídas de ônibus na rodoviária acompanhou a queda no movimento de passageiros, caindo de 12.315 em janeiro e fevereiro de 2017 para 11.960 nos dois meses iniciais de 2018 – retração de 2,88%. Em igual período, o aeroporto teve acréscimo de 1% na quantidade de pousos e decolagens, ao ir de 1.213 no ano passado para 1.226 este ano. Sobre o Observatório O Observatório do Turismo e Eventos reúne informações para identificar os potenciais e as carências do turismo e eventos da cidade. Os dados são disponibilizados para que especialistas, poder público e privado e a sociedade civil organizada sejam auxiliados nas tomadas de decisão que envolvam o setor. São monitorados a tarifa média cobrada pelos hotéis; a taxa média de ocupação dos hotéis; o Imposto Sobre Serviços (ISS) arrecadado na área de turismo; o mercado de trabalho ligado ao turismo; a malha rodoviária; a movimentação do Aeroporto Regional Silvio Name Júnior e a movimentação terrestre pela Viapar. O projeto é patrocinado pela Viapar e tem, ainda, apoio do Sindicato dos Lojistas do Comércio Varejista de Maringá e Região (Sivamar), Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Cooper Card e Sebrae. Todos os dados estão disponibilizados gratuitamente no site www.maringacvb.com.br/observatorioturismomaringa.

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